Bombardeios atingiram Caracas e bases militares na madrugada deste sábado (3); Presidente dos EUA afirma que Maduro e a esposa foram retirados do país e promete detalhes em coletiva.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na manhã deste sábado (3) que forças norte-americanas realizaram um ataque de grande escala na Venezuela, resultando na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Segundo comunicado oficial emitido pelo presidente, a operação foi considerada um sucesso. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, declarou Trump.
Madrugada de explosões em Caracas A operação teve início na madrugada, por volta das 2h (horário local, 3h em Brasília). Relatos de moradores e vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros — identificados preliminarmente como modelos CH-47G Chinook, utilizados em operações secretas — sobrevoando a capital venezuelana.
Explosões iluminaram o céu de Caracas e colunas de fumaça foram vistas em pontos estratégicos. O Fuerte Tiuna, maior complexo militar do país e sede do Ministério da Defesa, foi visto em chamas. Além da capital, o governo venezuelano confirmou ataques nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Houve relatos de queda de energia na região sul de Caracas e moradores deixaram suas casas em pânico durante o bombardeio, que durou cerca de 30 minutos.
Estado de Emergência e Reações Diante da ofensiva, o regime venezuelano declarou “estado de emergência nacional”, classificando a ação como uma “ofensiva imperialista”. Até o momento, não há um balanço oficial de mortos ou feridos.
A operação parece ter sido coordenada com antecedência. Pouco depois da 1h da manhã (horário da Costa Leste dos EUA), a Administração Federal de Aviação (FAA) já havia proibido voos comerciais americanos sobre o espaço aéreo da Venezuela e da ilha de Curaçao, citando “atividade militar em andamento”.
Contexto da Tensão A ação militar ocorre após meses de escalada na tensão entre Washington e Caracas. Donald Trump já havia alertado em novembro sobre a possibilidade de ataques terrestres e autorizado operações da CIA no país. Desde agosto, uma flotilha militar dos EUA está no Caribe e, segundo fontes, já havia interceptado embarcações suspeitas de tráfico de drogas na região.
Repercussão Internacional O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu imediatamente ao ataque. Em sua conta na rede social X, Petro pediu que a ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúnam com urgência para discutir a situação.
Próximos Passos Donald Trump convocou uma coletiva de imprensa para as 13h deste sábado (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida, onde promete apresentar “evidências inegáveis” e detalhar o futuro da administração venezuelana durante este período de transição.
